
As Variações de Goldberg
Desde que as descobri que me apaixonei pelas Variações de Goldberg, do génio J. S. Bach. Trata-se de uma peça que Bach escreveu para um seu aluno (Johann Gottlieb Goldberg) e que ganhou grande notoriedade desde que outro génio, o pianista Glenn Gould, gravou a sua primeira interpretação em 1954. Sendo eu um adepto da teoria de que a música clássica não é indicada para bebés, pelo tipo de sonoridades intensas que incorpora (falando de um modo geral), esperei algum tempo até as apresentar à minha filha Francisca, na altura com menos de 3 anos. Nessa altura costumávamos ouvir diferentes interpretações das Variações, sempre para piano. Para meu gáudio, ela gostava, e gosta muito, especialmente da 1ª variação, que é bastante ritmada. Dizia ela que era "muito dep'essa...". Há uns dias, e passados uns meses desde que ela ouviu as Variações pela primeira vez, comprei um CD com uma versão das Variações para trio de cordas, e dei-lhe a ouvir, perguntando se sabia o que era aquilo. Resposta dela: "é o Goldberg... mas em Inglês!".

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